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Antes de Emma Bovary, antes de Anna Kariênina, existiu Julie.

Contrariando os conselhos do pai, ela julga-se apaixonada e decide se casar ainda muito jovem com um coronel do exército napoleônico. Em pouquíssimo tempo, descobre-se infeliz no casamento e na maternidade, presa a obrigações que não pretende abandonar. A isso se seguem as paixões por outros homens, e anuncia-se o destino trágico da protagonista. Mas A mulher de trinta anos não é a história particular de Julie, e sim a de alguém em quem convergem as contradições do que representava ser mulher no século XIX e, por extensão, as contradições da própria sociedade moderna. Com sua reputação de grande conhecedor do coração feminino, Balzac, que deveu sua formação às diversas mulheres mais velhas com quem se relacionou, aponta neste livro para a profundidade da alma que só pode vir da experiência.

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Não é todo dia que aparece um elefante em nossa vida, muito menos chamado Salomão. Pois é este formoso e meigo paquiderme, nascido em Goa, transportado pelos mares a Portugal no século XVI, o herói da viagem que aqui se conta.

"Por muito incongruente que possa parecer...", assim começa o novo romance - ou conto, como ele prefere chamá-lo - de José Saramago, sobre a insólita viagem de um elefante chamado Salomão, que no século XVI cruzou metade da Europa, de Lisboa a Viena, por extravagâncias de um rei e um arquiduque. O episódio é verdadeiro. Dom João III, rei de Portugal e Algarves, casado com dona Catarina d'Áustria, resolveu numa bela noite de 1551 oferecer ao arquiduque austríaco Maximiliano II, genro do imperador Carlos Quinto, nada menos que um elefante.

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“Os livros do Velho Graça sobrevivem a todas as modificações ocorridas no universo dos seus leitores e continuam sensibilizando e comovendo um número considerável de apreciadores exigentes da boa literatura.” Leandro Konder, Jornal do Brasil

“A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.” Graciliano Ramos

4.666665
Média: 4.67 (3 votos)

1ºde agosto de 1.954, Rio de Janeiro, capital da República. Enquanto no edifício Deauville um empresário é assassinado, outro crime é planejado no Palácio do Catete, sede do governo federal. Gregório Fortunato, o Anjo Negro, prepara um atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, opositor ao governo de Getúlio Vargas. Essa tentativa frustrada de atentado causará uma das maiores reviravoltas da história do Brasil, culminando com o suicídio do Presidente.

Inscrições abertas para a edição 2020 do Prêmio Nacional de Literatura nos Clubes

  • Publicado em 15/03/2020 - 20:31
  • por Admin

O tradicional concurso literário organizado pelo Sindiclube, Fenaclubes e Academia Paulista de Letras já está com as inscrições abertas para a edição de 2020.

São duas premiações: uma para adultos e outra para estudantes do ensino médio e nono ano do fundamental.

Podem participar associados de clubes esportivos e sócio-culturais de todo o Brasil, que sejam filiados ao Sindiclube ou ao Fenaclubes. Do prêmio para estudantes, além dos associados de clubes, também podem participar alunos de escolas convidadas.

4.5
Média: 4.50 (2 votos)
Livro de memórias de uma das mais importantes escritoras contemporâneas descreve sua infância e juventude sob o regime stalinista.

Liudmila Petruchévskaia nasceu no Hotel Metropol, na mesma rua do Kremlin, sede do governo russo, em uma família de intelectuais bolcheviques que perderam grande parte de seu status social depois de 1917. Neste livro, a autora narra sua infância extremamente difícil: a constante falta de comida e aquecimento, os períodos passados na rua e as adversidades crescentes enfrentadas pela família.

4.25
Média: 4.25 (4 votos)

Uma fábula filosófica sobre vida e morte (The New York Times)

Uma escritora magnífica. (Svetlana Alexievich)

Um dos livros mais engraçados do ano (The Economist)

Em uma remota região da Polônia, uma professora de inglês aposentada costuma se dedicar ao estudo da astrologia, à poesia de William Blake, à manutenção de casas para alugar e a sabotar armadilhas para impedir a caça de animais silvestres. Sua excentricidade é amplificada por sua preferência pela companhia dos animais aos humanos e pela crença na sabedoria advinda do estudo dos astros.

Ranking CLS em Setembro/2019

  • Publicado em 16/09/2019 - 13:51
  • por Admin

O Ranking CLS é atualizado em tempo real: cada vez que um membro adiciona ou altera avaliações, ele é recalculado automaticamente.

Para observar as mudanças do Ranking, de tempos em tempos publicamos 'fotografias' que mostram como estavam as avaliações numa determinada data.

Esta é a terceira fotografia (clique para ampliar), feita em 16 de Setembro de 2019, às 13:22.

4.6
Média: 4.60 (5 votos)
Um prédio elegante no centro de Paris; uma desconfiada zeladora de meia-idade, fã de Tolstoi e do Oriente; uma garota cáustica, às turras com a família; um senhor japonês sorridente e misterioso. Com esses ingredientes díspares, Muriel Barbery fez do romance A elegância do ouriço a boa surpresa literária de 2006 na França, onde vendeu mais de 850 mil exemplares.

À primeira vista, não se nota grande movimento no número 7 da Rue de Grenelle: o endereço é chique, e os moradores são gente rica e tradicional. Para ingressar no prédio e poder conhecer seus personagens, com suas manias e segredos, será preciso infiltrar um agente ou uma agente ou - por que não? - duas agentes. É justamente o que faz Muriel Barbery em A elegância do ouriço, seu segundo romance.

4.4
Média: 4.40 (5 votos)
"Todos nós saímos do Capote de Gógol" - a famosa frase de Dostoiévski alude ao papel fundamental desempenhado pela obra de Nikolai Vassílievitch Gógol (1809-1852) no desenvolvimento da literatura russa a partir do século XIX.
3.4
Média: 3.40 (5 votos)
Duas novelas magistrais do jovem Thomas Mann, complementadas por ensaios do crítico Anatol Rosenfeld.

"A morte em Veneza" (1912), aqui na tradução de Herbert Caro, é uma das novelas exemplares da moderna literatura ocidental. A história do escritor Gustav von Aschenbach, que viaja a Veneza para descansar e lá se vê hipnotizado pela beleza do jovem polonês Tadzio, mais tarde daria origem ao notável filme homônimo do diretor italiano Luchino Visconti, de 1971.

3.5
Média: 3.50 (2 votos)

Paris, 1941. O país é ocupado pelo exército nazista e o medo invade as casas e as ruas francesas. O poder de Hitler se mostra absoluto e brutal na França… É durante um dos períodos mais turbulentos da História que a emocionante narrativa de Joseph e Maurice se desenrola. Irmãos judeus de 10 e 12 anos de idade, eles perambulam sozinhos pelas estradas, vivendo experiências surpreendentes, tentando escapar da morte e em busca da zona livre para ganhar a liberdade.

3.5
Média: 3.50 (2 votos)

A jovem Anita Delgado era bailarina na Espanha, no início do século XX, quando um marajá indiano se apaixonou por ela, lhe deu um palácio e a transformou em princesa – mas não em sua única mulher. Depois de chegar à cidade de Kapurthala sobre um elefante luxuosamente adornado, a nova princesa descobriu que aquele aparente conto de fadas não transcorreria sem o inevitável choque cultural entre dois mundos que se mostravam mais diferentes do que ela imaginava.

As outras mulheres do marajá e seus súditos viam em Anita uma ameaça à tradição hindu, e a jovem, apesar de cercada de conforto e riqueza, vivia na mais completa solidão. Determinada, porém, ela se manteve no lugar que acreditava ser o seu – até seu coração começar a bater de maneira diferente.

4.25
Média: 4.25 (4 votos)
Primeiro romance de Mia Couto, Terra Sonâmbula é uma verdadeira aula sobre a velha arte de contar histórias.

No Moçambique pós-independência, mergulhado em uma devastadora guerra civil, um velho e um menino empreendem uma viagem recheada de fantasias míticas. Um ônibus incendiado em uma estrada poeirenta serve de abrigo ao velho Tuahir e ao menino Muidinga, em fuga da guerra civil devastadora que grassa por toda parte em Moçambique. Como se sabe, depois de dez anos de guerra anticolonial (1965-75), o país do sudeste africano viu-se às voltas com um longo e sangrento conflito interno que se estendeu de 1976 a 1992.

2.5
Média: 2.50 (4 votos)

Quando Tchékhov, então um jovem médico, partiu para a ilha de Sacalina em Abril de 1890, ninguém compreendeu as suas motivações. Ele próprio, incapaz de se explicar, falou de 'mania sacalina'. Nabokov fez-se eco dessa perplexidade - Normalmente, os críticos que escrevem sobre Tchékhov repetem que acham de todo incompreensível o facto de, em 1890, o escritor ter empreendido uma viagem perigosa e fatigante à ilha de Sacalina para estudar a vida dos condenados aos trabalhos forçados. Trata-se, de qualquer modo, do episódio mais estranho da vida de Tchékhov. Tendo decidido investigar aquele lugar maldito, pôs-se a caminho, em condições mais do que precárias. Decidira não se apresentar como jornalista e não possuía qualquer carta de recomendação ou documento oficial.

3.75
Média: 3.75 (4 votos)

Gógol Ganguli tem nome russo, sobrenome indiano e um espírito dividido entre diferentes modos de vida. É com esses elementos, transformados por uma prosa tão delicada quanto profunda, que Jhumpa Lahiri comprova em seu primeiro romance as qualidades que lhe renderam o prestigiado prêmio Pulitzer por seu livro de estreia, a coletânea de contos Intérprete de males. Uma das mais importantes vozes da literatura em língua inglesa, a autora foi convidada da Flip em 2014. O protagonista de O xará, Gógol, sente-se perdido entre duas culturas: a dos Estados Unidos, onde nasceu e vive, e a que veio da Índia e nos corações de seus pais, imigrantes em busca de oportunidades em território americano.

2
Média: 2.00 (3 votos)

O enigma de Qaf é um romance de aventura, saga de um poeta-herói em busca de um poema, “Qafiya al-Qaf”, o oitavo poema suspenso. Construída a partir de três linhas narrativas — a história do protagonista, as narrativas secundárias, quase um duplo da primária, e as lendas de heróis árabes —, a trama reconstitui (ou inventa) o universo mágico de toda a mitologia pré-islâmica, no mesmo passo que recupera em português a vocação poética da língua árabe.

4
Média: 4.00 (5 votos)

Sira Quiroga é uma jovem costureira que, na Madri dos anos 1930, se apaixona por Ramiro. Ainda que mal o conheça, decide deixar o país por aquele novo amor. Mas o destino lhe reserva uma série de surpresas, a começar pelo desaparecimento de Ramiro pouco depois de chegarem ao Marrocos. A partir daí a jovem se converte, quase sem se dar conta, numa peça-chave na luta contra o fascismo europeu da ditatura franquista em sua Espanha natal ao nazismo na Alemanha.

Divulgados os vencedores do Prêmio de literatura Sindicube/Fenaclubes para estudantes

  • Publicado em 17/10/2018 - 12:45
  • por Durval Tabach

Acaba de ser divulgado o resultado do primeiro Prêmio de literatura para estudantes associados de clubes e convidados, promovido pelo Sindiclube e Fenaclubes e júri composto por membros da Academia Paulista de Letras.

4.5
Média: 4.50 (4 votos)
Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit 451, de Ray Bradubury, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra.
3.4
Média: 3.40 (5 votos)
Reconhecido como a obra máxima de Voltaire, Cândido, ou o Otimismo investe no deboche para satirizar a tolice dos filósofos e a petulância dos poderosos.

Até ser expulso de um lindo castelo na Westfália, o jovem Cândido convivia com sua amada, a bela Cunegunda, e tinha a felicidade de ouvir diariamente os ensinamentos de mestre Pangloss, para quem “todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis”.

Apesar da crença absoluta na doutrina panglossiana, do primeiro ao último capítulo, Cândido sofre um sem-fim de desgraças: é expulso do castelo; perde seu amor; é torturado por búlgaros; sobrevive a um naufrágio para em seguida quase perecer em um terremoto; vê seu querido mestre ser enforcado em um auto da fé; é roubado e enganado sucessivas vezes.

Resultado do Prêmio Nacional de Literatura nos Clubes 2018

  • Publicado em 04/09/2018 - 16:34
  • por Admin

O Prêmio Nacional de Literatura nos Clubes 2018, 3ª edição, teve a participação de 170 inscrições de associados de clubes, cada autor participando com uma única obra de poesia, crônica ou conto. O Sindi-Clube e a FENACLUBES cumprem o objetivo de promover a literatura nos clubes de todo o Brasil.

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