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Média: 3.00 (3 votos)

Nunca antes eu havia lido um romance desse jeito, em permanente estado de eletrização, com os olhos marejados e um nó na garganta do começo ao fim. Lincoln no limbo não dá trégua ao encanto do leitor. Uma preciosidade. (Bernardo Carvalho)

Ganhador do prestigioso Man Booker Prize 2017, Lincoln no limbo é uma narrativa original e emocionante. Em 1862, em meio à Guerra Civil Americana, morre, aos onze anos de idade, Willie Lincoln, filho do lendário presidente Abraham Lincoln. A tragédia leva a um luto desesperado o homem que daria fim à escravidão nos Estados Unidos.

'Sem fim', crônica vencedora do Concurso literário do Centenário, por Hamilton Bassit

  • Publicado em 12/03/2018 - 10:44
  • por Durval Tabach

"Um relato tristonho, mas exemplificativo daquilo que o Clube Sírio pretende como valores primordiais, que são a amizade, o companheirismo, a solidariedade e a fraternidade."

Foi assim que a comissão julgadora descreveu a crônica Sem fim, de Hamilton Bassit, vencedor do Concurso Literário do Centenário.

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Média: 4.00 (4 votos)

Considerado por muitos críticos e estudiosos como a maior realização do romance ocidental, Madame Bovary trata da desesperança e do desespero de uma mulher que, sonhadora, se vê presa em um casamento insípido, com um marido de personalidade fraca, em uma cidade do interior. Publicado originalmente em capítulos de jornal, em 1856, o romance mostra o crescente declínio da vida - interna e externa - de Emma Bovary, que figura na literatura ocidental no mesmo degrau que Dom Quixote, o personagem de Cervantes. Ambos não se conformam com a realidade em que vivem e tanto o cavaleiro da triste figura quanto a desolada dona-de-casa oscilam entre o status de herói e de anti-herói.

3
Média: 3.00 (3 votos)
Uma coleção “hipnótica”, segundo o The New York Times, com quatro histórias ligadas pela mudança das estações, cada uma narrando a jornada de diferentes personagens, sob diferentes momentos da vida.

Publicado originalmente em 1983, Quatro estações revela outra faceta do mestre do suspense. São quatro histórias bem diferentes do universo habitual de Stephen King, em que o autor constrói narrativas baseadas no dia a dia dos personagens e mostra sua habilidade em criar demônios sob uma nova perspectiva: eles aparecem de modo subliminar, povoando a natureza humana.

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Média: 4.00 (3 votos)
Uma coleção “hipnótica”, segundo o The New York Times, com quatro histórias ligadas pela mudança das estações, cada uma narrando a jornada de diferentes personagens, sob diferentes momentos da vida.

Publicado originalmente em 1983, Quatro estações revela outra faceta do mestre do suspense. São quatro histórias bem diferentes do universo habitual de Stephen King, em que o autor constrói narrativas baseadas no dia a dia dos personagens e mostra sua habilidade em criar demônios sob uma nova perspectiva: eles aparecem de modo subliminar, povoando a natureza humana.

3.5
Média: 3.50 (4 votos)

Se um viajante numa noite de inverno foi escrito em 1979, é o décimo livro publicado do autor e logo que foi lançado recebeu grandes elogios da crítica porque o seu romance conseguiu ir muito além do esperado, pois no livro há muitas histórias dentro de outras histórias e personagens curiosos, como se a expressão, tão batida, “quando o leitor entra dentro do livro”, fosse levada para um lugar conhecido, mas sempre original quando bem feito: a metaliteratura. (Livro e café)

"Sonho de uma noite de verão", pelo Grupo Teatral Sírio

  • Publicado em 17/10/2017 - 12:44
  • por Chris Boulos

Em comemoração ao centenário do clube, o Grupo Teatral Sírio apresentará sua montagem para a aclamada peça "Sonho de uma noite de verão", de William Shakespeare.

Escrita pelo bardo em meados dos anos 1590, A Midsummer Night's Dream é fruto de sua imaginação e inventividade, com referências múltiplas, que vão da mitologia grega às Metamorfoses do poeta romano Ovídio, passando por personagens do folclore inglês e práticas do teatro londrino da época.

Ranking CLS em Outubro/2017

  • Publicado em 10/10/2017 - 16:15
  • por Durval Tabach

O Ranking CLS deste site é atualizado em tempo real: cada vez que um membro adiciona ou altera avaliações, ele é recalculado automaticamente.

Na eventualidade de haver um interesse futuro em analisar as mudanças do Ranking ao longo do tempo, publicamos 'fotografias' que mostram como estavam as avaliações numa determinada data.

A primeira fotografia está acima (clique para ampliar), feita em 10 de Outubro de 2017, às 16:03.

 

Prêmio Nobel de Literatura 2017 concedido a Kazuo Ishiguro

  • Publicado em 06/10/2017 - 12:48
  • por Chris Boulos

A maior honraria existente na área literária foi concedida, este ano, ao autor Kazuo Ishiguro. Nascido no Japão, mas criado desde os 5 anos de idade na Inglaterra, foi agraciado em 1995 com a Ordem do Império Britânico (OBE, na sigla em inglês) pelos relevantes serviços prestados à literatura, sendo indiscutivelmente um dos grandes expoentes da literatura contemporânea produzida no Reino Unido.

3.857145
Média: 3.86 (7 votos)
Em seu primeiro romance em dez anos, o ganhador do prêmio Nobel de Literatura de 2017 e autor do best-seller Os Vestígios do dia envereda pelo universo da fantasia para abordar temas universais como o amor, a guerra e a memória.

Uma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Uma população desnorteada diante de ameaças múltiplas. Um casal que parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova - será nosso sentimento forte o bastante quando já não há reminiscências da história que nos une?

2.5
Média: 2.50 (2 votos)

A amoralidade diante da maldade. O instinto na condução da trama, com uma certa dose de automartírio. A história de Joana — não a Virgem d’Orleans, mas a personagem de Clarice Lispector nesta obra de estreia, marcou a ficção brasileira em 1944. A narrativa inovadora (ainda hoje) provocou frisson nos círculos literários. A técnica de Clarice Lispector funde subjetividade com objetividade, alterna os focos literários e o tempo cronológico dá lugar ao psicológico (o presente entremeado ao intermitente flashback).

4
Média: 4.00 (7 votos)

Depois de anos na profissão, havia 84 dias que o velho pescador Santiago não apanhava um único peixe. Por isso já diziam se tratar de um salão, ou seja, um azarento da pior espécie. Mas ele possui coragem, acredita em si mesmo, e parte sozinho para alto-mar, munido da certeza de que, desta vez, será bem-sucedido no seu trabalho.

Esta é a história de um homem que convive com a solidão, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e a inabalável confiança na vida. Com um enredo tenso que prende o leitor na ponta da linha, Hemingway escreveu uma das mais belas obras da literatura contemporânea.

Uma história dotada de profunda mensagem de fé no homem e em sua capacidade de superar as limitações a que a vida o submete.

Trecho:

4.5
Média: 4.50 (6 votos)
Um clássico da era vitoriana sobre a relação entre a aparência e a virtude, a vida pública e a esfera privada, O retrato de Dorian Gray é também uma alegoria sobre o desejo da juventude eterna.

Em 1891, quando foi publicado em sua versão final, O retrato de Dorian Gray foi recebido com escândalo, e provocou um intenso debate sobre o papel da arte em relação à moralidade. Alguns anos mais tarde, o livro foi inclusive usado contra o próprio autor em processos judiciais, como evidência de que ele possuía “uma certa tendência” — no caso, a homossexualidade, motivo pelo qual acabou condenado a dois anos de prisão por atentado ao pudor.

4.25
Média: 4.25 (4 votos)

Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.

O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

Trecho:

3.75
Média: 3.75 (4 votos)

Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico com saudosa lembrança estas memórias póstumas

Em 1881, Machado de Assis lançou aquele que seria um divisor de águas não só em sua obra, mas na literatura brasileira: Memórias póstumas de Brás Cubas. Ao mesmo tempo em que marca a fase mais madura do autor, o livro é considerado a transição do romantismo para o realismo.

4.1
Média: 4.10 (10 votos)
Publicada originalmente em 1949, a distopia futurista 1984 é um dos romances mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Lançada poucos meses antes da morte do autor, é uma obra magistral que ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário.
4.272725
Média: 4.27 (11 votos)

Esta novela é uma das obras mais impactantes e controversas de Tolstói. Ainda antes de ser publicada em 1891, cópias de seu manuscrito provocaram escândalo dentro e fora da Rússia, levando, mais tarde, à sua proibição nos Estados Unidos. Sem dúvida, os sentimentos exaltados que esta novela evoca encontram paralelo na famosa peça de Beethoven conhecida como Sonata a Kreutzer, composta em 1803, que não apenas inspirou o título do livro como constitui um de seus motivos centrais.

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Média: 4.17 (12 votos)
Através de um narrador inusitado, um dos maiores ficcionistas da atualidade cria uma história de intriga e mistério.

O narrador deste livro é nada menos do que um feto. Enclausurado na barriga da mãe, ele escuta os planos da progenitora para, em conluio com seu amante - que é também tio do bebê -, assassinar o marido.

Apesar do eco evidente nas tragédias de Shakespeare, este livro de McEwan é uma joia do humor e da narrativa fantástica. Em sua aparente simplicidade, Enclausurado é uma amostra sintética e divertida do impressionante domínio narrativo de McEwan, um dos maiores escritores da atualidade.

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Média: 3.33 (9 votos)

No epicentro desta história está a construção do Palácio Nacional de Mafra, também conhecido como Convento. O monarca absolutista D. João V, cumprindo uma promessa, ordenou que o edifício fosse erguido no início do século XVIII, em pleno processo colonial, à custa de uma imensa quantidade de ouro e diamantes vindos do Brasil, além do sangue de milhares de operários. Dentre eles, havia um certo Baltasar, da estirpe de Sete-Sóis, inválido da mão esquerda depois de uma guerra, apaixonado por Blimunda, uma jovem dotada de poderes extraordinários. Indivíduos habitualmente não observados pela dita história oficial, mas que no entanto constituem seu tecido mais delicado e essencial.

2.625
Média: 2.63 (8 votos)

Quinze contos de James Joyce que retratam o cotidiano de Dublin, capital da Irlanda. Considerado um dos escritores mais influentes do século XX, Joyce constrói uma análise profunda da estagnação e paralisia da sociedade dublinense de seu tempo, sem deixar de lado temas universais, como as experiências da infância, as relações conjugais e a morte. Os contos “As irmãs”, ”Um encontro” e “Arábia” tratam da infância. “Eveline”, “Após a corrida”, “Dois galantes” e “A pensão” são histórias da adolescência. “Uma pequena nuvem”, “Contrapartida”, “Argila” e “Um caso doloroso” são tramas relacionadas à vida adulta.

4.3
Média: 4.30 (10 votos)

Rio de Janeiro, anos 1940. Guida Gusmão desaparece da casa dos pais sem deixar notícias, enquanto sua irmã Eurídice se torna uma dona de casa exemplar. Mas nenhuma das duas parece feliz em suas escolhas.

A trajetória das irmãs Gusmão em muito se assemelha com a de inúmeras mulheres nascidas no Rio de Janeiro no começo do século XX e criadas apenas para serem boas esposas. São as nossas mães, avós e bisavós, invisíveis em maior ou menor grau, que não puderam protagonizar a própria vida, mas que agora são as personagens principais do primeiro romance de Martha Batalha.

3.5
Média: 3.50 (8 votos)

Durante uma das singulares "noites brancas" do verão de São Petersburgo, em que o sol praticamente não se põe, dois jovens se encontram numa ponte sobre o rio Nievá e dão início a uma história repleta de fantasia e lirismo.

Publicado em 1848, na contracorrente de sua época, que privilegiava o Realismo, este livro é, na obra de Dostoiévski, aquele que mais se aproxima da escola romântica. Não apenas pelo tipo do Sonhador, figura central da novela, mas também pela atmosfera delicada e fantasmagórica, que envolve a trama, o cenário e os protagonistas. Aqui, a própria cidade de São Petersburgo - com seus palácios e pontes, seus espaços monumentais - revela-se como personagem.

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Média: 1.86 (7 votos)

Este livro nasceu em 2000, quando o autor viajou para a Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, em busca de Woodstock, do histórico “momento de desafio dos que queriam paz e amor, sexo total, drogas, rock, liberdade”. Viajando na lembrança, na fantasia e imaginação mais de uma década depois, ele nos oferece esta incrível mistura de romance, livro de viagem e registro de memórias.

O autor fala sobre a obra neste vídeo.

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