Ranking CLS em Outubro/2017

  • Publicado em 10/10/2017 - 16:15
  • por Durval Tabach

O Ranking CLS deste site é atualizado em tempo real: cada vez que um membro adiciona ou altera avaliações, ele é recalculado automaticamente.

Na eventualidade de haver um interesse futuro em analisar as mudanças do Ranking ao longo do tempo, publicamos 'fotografias' que mostram como estavam as avaliações numa determinada data.

A primeira fotografia está acima (clique para ampliar), feita em 10 de Outubro de 2017, às 16:03.

 

Prêmio Nobel de Literatura 2017 concedido a Kazuo Ishiguro

  • Publicado em 06/10/2017 - 12:48
  • por Chris Boulos

A maior honraria existente na área literária foi concedida, este ano, ao autor Kazuo Ishiguro. Nascido no Japão, mas criado desde os 5 anos de idade na Inglaterra, foi agraciado em 1995 com a Ordem do Império Britânico (OBE, na sigla em inglês) pelos relevantes serviços prestados à literatura, sendo indiscutivelmente um dos grandes expoentes da literatura contemporânea produzida no Reino Unido.

3.857145
Média: 3.86 (7 votos)
Em seu primeiro romance em dez anos, o ganhador do prêmio Nobel de Literatura de 2017 e autor do best-seller Os Vestígios do dia envereda pelo universo da fantasia para abordar temas universais como o amor, a guerra e a memória.

Uma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Uma população desnorteada diante de ameaças múltiplas. Um casal que parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova - será nosso sentimento forte o bastante quando já não há reminiscências da história que nos une?

2.5
Média: 2.50 (2 votos)

A amoralidade diante da maldade. O instinto na condução da trama, com uma certa dose de automartírio. A história de Joana — não a Virgem d’Orleans, mas a personagem de Clarice Lispector nesta obra de estreia, marcou a ficção brasileira em 1944. A narrativa inovadora (ainda hoje) provocou frisson nos círculos literários. A técnica de Clarice Lispector funde subjetividade com objetividade, alterna os focos literários e o tempo cronológico dá lugar ao psicológico (o presente entremeado ao intermitente flashback).

4
Média: 4.00 (7 votos)

Depois de anos na profissão, havia 84 dias que o velho pescador Santiago não apanhava um único peixe. Por isso já diziam se tratar de um salão, ou seja, um azarento da pior espécie. Mas ele possui coragem, acredita em si mesmo, e parte sozinho para alto-mar, munido da certeza de que, desta vez, será bem-sucedido no seu trabalho.

Esta é a história de um homem que convive com a solidão, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e a inabalável confiança na vida. Com um enredo tenso que prende o leitor na ponta da linha, Hemingway escreveu uma das mais belas obras da literatura contemporânea.

Uma história dotada de profunda mensagem de fé no homem e em sua capacidade de superar as limitações a que a vida o submete.

Trecho:

4.5
Média: 4.50 (6 votos)
Um clássico da era vitoriana sobre a relação entre a aparência e a virtude, a vida pública e a esfera privada, O retrato de Dorian Gray é também uma alegoria sobre o desejo da juventude eterna.

Em 1891, quando foi publicado em sua versão final, O retrato de Dorian Gray foi recebido com escândalo, e provocou um intenso debate sobre o papel da arte em relação à moralidade. Alguns anos mais tarde, o livro foi inclusive usado contra o próprio autor em processos judiciais, como evidência de que ele possuía “uma certa tendência” — no caso, a homossexualidade, motivo pelo qual acabou condenado a dois anos de prisão por atentado ao pudor.

4.25
Média: 4.25 (4 votos)

Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.

O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

Trecho:

3.75
Média: 3.75 (4 votos)

Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico com saudosa lembrança estas memórias póstumas

Em 1881, Machado de Assis lançou aquele que seria um divisor de águas não só em sua obra, mas na literatura brasileira: Memórias póstumas de Brás Cubas. Ao mesmo tempo em que marca a fase mais madura do autor, o livro é considerado a transição do romantismo para o realismo.

4.1
Média: 4.10 (10 votos)
Publicada originalmente em 1949, a distopia futurista 1984 é um dos romances mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Lançada poucos meses antes da morte do autor, é uma obra magistral que ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário.
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Média: 4.27 (11 votos)

Esta novela é uma das obras mais impactantes e controversas de Tolstói. Ainda antes de ser publicada em 1891, cópias de seu manuscrito provocaram escândalo dentro e fora da Rússia, levando, mais tarde, à sua proibição nos Estados Unidos. Sem dúvida, os sentimentos exaltados que esta novela evoca encontram paralelo na famosa peça de Beethoven conhecida como Sonata a Kreutzer, composta em 1803, que não apenas inspirou o título do livro como constitui um de seus motivos centrais.

4.166665
Média: 4.17 (12 votos)
Através de um narrador inusitado, um dos maiores ficcionistas da atualidade cria uma história de intriga e mistério.

O narrador deste livro é nada menos do que um feto. Enclausurado na barriga da mãe, ele escuta os planos da progenitora para, em conluio com seu amante - que é também tio do bebê -, assassinar o marido.

Apesar do eco evidente nas tragédias de Shakespeare, este livro de McEwan é uma joia do humor e da narrativa fantástica. Em sua aparente simplicidade, Enclausurado é uma amostra sintética e divertida do impressionante domínio narrativo de McEwan, um dos maiores escritores da atualidade.

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Média: 3.33 (9 votos)

No epicentro desta história está a construção do Palácio Nacional de Mafra, também conhecido como Convento. O monarca absolutista D. João V, cumprindo uma promessa, ordenou que o edifício fosse erguido no início do século XVIII, em pleno processo colonial, à custa de uma imensa quantidade de ouro e diamantes vindos do Brasil, além do sangue de milhares de operários. Dentre eles, havia um certo Baltasar, da estirpe de Sete-Sóis, inválido da mão esquerda depois de uma guerra, apaixonado por Blimunda, uma jovem dotada de poderes extraordinários. Indivíduos habitualmente não observados pela dita história oficial, mas que no entanto constituem seu tecido mais delicado e essencial.

2.625
Média: 2.63 (8 votos)

Quinze contos de James Joyce que retratam o cotidiano de Dublin, capital da Irlanda. Considerado um dos escritores mais influentes do século XX, Joyce constrói uma análise profunda da estagnação e paralisia da sociedade dublinense de seu tempo, sem deixar de lado temas universais, como as experiências da infância, as relações conjugais e a morte. Os contos “As irmãs”, ”Um encontro” e “Arábia” tratam da infância. “Eveline”, “Após a corrida”, “Dois galantes” e “A pensão” são histórias da adolescência. “Uma pequena nuvem”, “Contrapartida”, “Argila” e “Um caso doloroso” são tramas relacionadas à vida adulta.

4.3
Média: 4.30 (10 votos)

Rio de Janeiro, anos 1940. Guida Gusmão desaparece da casa dos pais sem deixar notícias, enquanto sua irmã Eurídice se torna uma dona de casa exemplar. Mas nenhuma das duas parece feliz em suas escolhas.

A trajetória das irmãs Gusmão em muito se assemelha com a de inúmeras mulheres nascidas no Rio de Janeiro no começo do século XX e criadas apenas para serem boas esposas. São as nossas mães, avós e bisavós, invisíveis em maior ou menor grau, que não puderam protagonizar a própria vida, mas que agora são as personagens principais do primeiro romance de Martha Batalha.

3.5
Média: 3.50 (8 votos)

Durante uma das singulares "noites brancas" do verão de São Petersburgo, em que o sol praticamente não se põe, dois jovens se encontram numa ponte sobre o rio Nievá e dão início a uma história repleta de fantasia e lirismo.

Publicado em 1848, na contracorrente de sua época, que privilegiava o Realismo, este livro é, na obra de Dostoiévski, aquele que mais se aproxima da escola romântica. Não apenas pelo tipo do Sonhador, figura central da novela, mas também pela atmosfera delicada e fantasmagórica, que envolve a trama, o cenário e os protagonistas. Aqui, a própria cidade de São Petersburgo - com seus palácios e pontes, seus espaços monumentais - revela-se como personagem.

1.857145
Média: 1.86 (7 votos)

Este livro nasceu em 2000, quando o autor viajou para a Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, em busca de Woodstock, do histórico “momento de desafio dos que queriam paz e amor, sexo total, drogas, rock, liberdade”. Viajando na lembrança, na fantasia e imaginação mais de uma década depois, ele nos oferece esta incrível mistura de romance, livro de viagem e registro de memórias.

O autor fala sobre a obra neste vídeo.

3.88889
Média: 3.89 (9 votos)
Neste romance que alçou Murakami à condição de ícone cultural, o autor retrata a angústia e o desamparo da transição da adolescência à idade adulta.

Publicado originalmente em 1987, Norwegian Wood foi o livro que alçou o japonês Haruki Murakami da condição de autor cult à de ícone cultural. Com mais de quatro milhões de cópias vendidas no Japão, é um romance de formação com toques autobiográficos, ambientado na Tóquio do final dos anos 1960, que narra a iniciação amorosa do jovem estudante de teatro Toru Watanabe. Comparado a O Apanhador no Campo de Centeio por sua influência em toda uma geração de jovens leitores, o livro capta com maestria e lirismo a angústia e o desamparo da transição da adolescência à idade adulta.

3.3
Média: 3.30 (10 votos)

“Uma tarde de abril, logo após o almoço, meu marido me comunicou que queria me deixar.”

A frase abre o curto romance  desta escritora italiana escondida pelo misterioso pseudônimo, em que palavras cortantes e uma clareza brutal percorrem o turbilhão emocional vivido por Olga após o fracasso de seu casamento. Traída e se sentindo abandonada pelo marido, a personagem enfrenta conflitos internos em meio à nuvem cinzenta da desolação e da nova e inquietante realidade que se apresenta.

2.4
Média: 2.40 (10 votos)

“Meu irmão é adotado, mas não posso e não quero dizer que meu irmão é adotado”,

escreve, logo na primeira linha, Sebastián, narrador deste romance. Como em diversas obras que tematizam a Guerra Suja — o regime de terror inaugurado em 1976 na Argentina —, A resistência envereda pela memória pessoal e nacional.

3.285715
Média: 3.29 (7 votos)

“Nada passa, nada expira
O passado é um rio que dorme
e a memória uma mentira multiforme”.

A letra da canção que aparece logo no primeiro capítulo do livro, resume a idéia central do mais recente romance de José Eduardo Agualusa. É a história de um albino que mora em Luanda, Angola, e que traça árvores genealógicas em troco de dinheiro.

Estranho ofício estranho o personagem principal - o vendedor de passados falsos, Félix Ventura - e mais estranho ainda o narrador: uma osga, um tipo de lagartixa. É ela que vai contar como o albino Félix fabrica uma genealogia de luxo para seus clientes. São prósperos empresários, políticos e generais da emergente burguesia angolana que têm futuro assegurado, mas falta-lhes um bom passado.

2.77778
Média: 2.78 (9 votos)

Para você não se perder no bairro, mais recente romance de Patrick Modiano, foi publicado em 2014, mesmo ano em que o autor recebeu o Prêmio Nobel de Literatura. O título chega com exclusividade ao Brasil pela Rocco, editora responsável por apresentar ao país a obra do escritor francês apontado como “um Marcel Proust de nosso tempo” pela Academia Sueca, na década de 1980, e por reedita-la, pela ocasião da entrega do Prêmio, com novo projeto gráfico e posfácios assinados.

4.555555
Média: 4.56 (9 votos)

Obra que consagrou o autor de ‘Vidas Secas’, um dos romances mais densos da literatura brasileira em que o social e o psicológico se fundem para gerar uma profunda análise das relações humanas.

4
Média: 4.00 (8 votos)

Um romance singular inspirado por fatos reais: uma aldeia moçambicana é alvo de ataques mortais de leões. O confronto com as feras leva os personagens a um enfrentamento consigo mesmos, com seus fantasmas e culpas. A situação de crise põe a nu as contradições da comunidade, suas relações de poder, bem como a força, por vezes libertadora, por vezes opressiva, de suas tradições e mitos.

Em 2008, quando Mia Couto participava da expedição de uma equipe de estudos ambientais ao norte de Moçambique, começaram a ocorrer na região ataques de leões a pessoas. Essa experiência inspirou o autor a escrever este romance singular.

4.375
Média: 4.38 (8 votos)

“Caminha-se nas nuvens, ao ler ‘As Filhas sem Nome’, porque o mundo dos camponeses do interior fundo da China da década de 90 nos soa tão puro, tão estranhamente apegado à literalidade das coisas, que é como se a mera ideia de malícia ainda não os tivesse atingido.”
(Noemi Jaffe - Folha Ilustrada)

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