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A mulher de trinta anos

Livro
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Data do debate: 
quinta-feira, 8 de Outubro de 2020 - 19:00
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Título original: 
La femme de trente ans
Número de páginas: 
240
Ano da primeira publicação: 
1842
Antes de Emma Bovary, antes de Anna Kariênina, existiu Julie.

Contrariando os conselhos do pai, ela julga-se apaixonada e decide se casar ainda muito jovem com um coronel do exército napoleônico. Em pouquíssimo tempo, descobre-se infeliz no casamento e na maternidade, presa a obrigações que não pretende abandonar. A isso se seguem as paixões por outros homens, e anuncia-se o destino trágico da protagonista. Mas A mulher de trinta anos não é a história particular de Julie, e sim a de alguém em quem convergem as contradições do que representava ser mulher no século XIX e, por extensão, as contradições da própria sociedade moderna. Com sua reputação de grande conhecedor do coração feminino, Balzac, que deveu sua formação às diversas mulheres mais velhas com quem se relacionou, aponta neste livro para a profundidade da alma que só pode vir da experiência.

"Um dos mitos fundadores da história da condição feminina. Com A mulher de trinta anos, o tema imemorial da emencipação das mulheres sai da fábula ou da ilusão cômica para se inserir no contexto da sociedade liberal surgida da revolução de 1830. A liberdade política é também, para a mulher até então encerrada em seus deveres de esposa e de genitora, o direito à independência moral e ao desejo. 'Aos trinta anos', a heroína de Balzac descobre que ela não só pode ainda ser amada como não lhe é mais proibido tornar-se um ser humano completamente à parte. E ao preço de quantas lutas!" (apresentação das Edições Gallimard para a publicação da obra, 1977).