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O retrato de Dorian Gray

Livro
25
Avaliação: 
4.5
Média: 4.50 (6 votos)
Data do debate: 
quinta-feira, 8 de Março de 2018 - 19:00
Título original: 
The Picture of Dorian Gray
Número de páginas: 
264
Ano da primeira publicação: 
1891
Um clássico da era vitoriana sobre a relação entre a aparência e a virtude, a vida pública e a esfera privada, O retrato de Dorian Gray é também uma alegoria sobre o desejo da juventude eterna.

Em 1891, quando foi publicado em sua versão final, O retrato de Dorian Gray foi recebido com escândalo, e provocou um intenso debate sobre o papel da arte em relação à moralidade. Alguns anos mais tarde, o livro foi inclusive usado contra o próprio autor em processos judiciais, como evidência de que ele possuía “uma certa tendência” — no caso, a homossexualidade, motivo pelo qual acabou condenado a dois anos de prisão por atentado ao pudor.

Mais de cem anos depois, porém, o único romance de Oscar Wilde continua sendo lido e debatido no mundo inteiro, e por questões que vão muito além do moralismo do fim do período vitoriano na Inglaterra, definida por um dos personagens do livro como “a terra natal da hipocrisia”. Seu tema central - um personagem que leva uma vida dupla, mantendo uma aparência de virtude enquanto se entrega ao hedonismo mais extremado - tem apelo atemporal e universal, e sua trama se vale de alguns dos traços que notabilizaram a melhor literatura de sua época, como a presença de elementos fantásticos e de grandes reflexões filosóficas, além do senso de humor sagaz e do sarcasmo implacável característicos de Wilde.

Prefácio:

"O artista é o criador de coisas belas.

Revelar a arte e ocultar o artista é a finalidade da arte.

O crítico é quem pode traduzir de outro modo ou para um novo meio sua impressão sobre coisas belas.

A mais elevada modalidade de crítica, e também a mais baixa, é uma forma de autobiografia.

Aqueles que encontram significados feios em coisas belas são corruptos sem serem encantadores. Isso é um defeito.

Aqueles que encontram significados belos em coisas belas são os cultos. Para estes há esperança.

Eles são os eleitos para os quais as coisas belas significam somente Beleza.

Não existe livro moral ou imoral. Livros são bem escritos ou mal escritos. Isso é tudo."